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terça-feira, 15 de março de 2011

The only person standing in your way is you.

Darren Aronofsky é sem dúvida alguma um dos diretores mais criativos da atualidade. Seus filmes, recheados de simbolismos, nos trazem temas completamente diferentes dos que estamos acostumados a ver.
Com Cisne Negro, seu nome caiu na mídia e muito se falou dele, bem e mal. Resolvi falar um pouco de cada um de seus filmes, que ainda são poucos, mas já demonstram qualidades que muitos diretores ainda buscam.

Seu primeiro filme foi Pi, de 1998.



Um matemático fica paranóico tentando descobrir um certo número que explicaria diversas coisas.
Vi esse filme há muito tempo, me lembro pouco do enredo, mas ficou aquela sensação de claustrofobia. Preciso revê-lo o quanto antes.


Dois anos depois, veio Réquiem para um Sonho.


Com esse filme, Aronofsky caiu de uma vez no gosto do público. Com atores renomados como Jared Leto, Jennifer Connelly e Ellen Bursty (para quem não sabe, ela fez a mãe de Regan em O Exorcista), o diretor nos leva diretamente para o mundo das drogas, quaisquer que sejam elas. 
Trabalhando com cenas rápidas, em closes, Aronofsky novamente nos coloca num cenário claustrofóbico e sem final feliz. Um dos filmes mais desesperançosos que eu já vi. 

Em 2006, veio Fonte da Vida, filme mais "místico" do diretor.


Esse não é o tipo de filme que mais me agrada, mas não deixa de ser bom.

Aqui, os simbolismos de Aronofsky estão mais presentes do que nunca. E o tema da redenção foi mais explorado do que em qualquer outro de seus filmes.
Como sempre, a atuação de Rachel Weisz está perfeita!


Aí veio aquele que talvez seja um dos melhores filmes que eu já vi na minha vida: O Lutador.


Como eu disse aqui, esse filme marcou o retorno triunfal de Mickey Rourke.
Não há um enredo claro, somos convidados a acompanhar o dia a dia de Randy, seus fracassos e sua vontade de voltar para os ringues. 
Os diálogos são ótimos e a atuação de Rourke é uma das mais legais, ela se encaixa perfeitamente com o que o papel exige. 
Perfeição é pouco para descrever.

Chegamos então ao polêmico Cisne Negro. 


As pessoas resolveram pegar no pé de Aronofsky por causa desse filme. Clichê ou não, é diferente, fugiu do convencional babaca que ronda os filmes atuais.
Li tanta baboseira sobre possíveis referências a incesto, satanismo e outras idiotices do tipo, que chegou a irritar. Aronofsky usa sim muito simbolismo, mas não precisamos ultrapassar os limites do bom senso em nossas interpretações. 
Natalie Portman mereceu e muito esse Oscar de melhor atriz. 

Segundo o IMDb, ele está com dois novos filmes, Machine Man e The Wolverine. Aguardo ansiosamente por ambos. 

I just want to tell you, I'm the one who was supposed to take care of everything. I'm the one who was supposed to make everything okay for everybody. It just didn't work out like that. And I left. I left you. You never did anything wrong. I used to try to forget about you. I used to try to pretend that you didn't exist, but I can't. You're my girl. You're my little girl. And now, I'm an old broken down piece of meat... and I'm alone. And I deserve to be all alone. I just don't want you to hate me. 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

I Don't Like The Drugs (But The Drugs Like Me)

Filmes Junkie. Amados por uns, idolatrados por outros e desprezados pelos demais.

Meu primeiro contato com esse tipo de filme foi lá pelos meus 11 anos. Estava eu limpando a estante de livros da minha mãe e me deparei com Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída. Pensei, "Ok, vou ler isso". Li e amei. Logo, queria ver o filme. 



Foi assim meu primeiro contato com filmes junkie.
Fiquei encantada com aquilo tudo (principalmente com o Bowie, mas isso é assunto para outro post. :P). Foi impactante demais, eu sabia o que as drogas faziam com as pessoas, mas não que chegava aquele ponto. Isso porque o filme é "fraco" se comparado com o livro.
A geração que veio depois da minha praticamente desconhece a história de Christiane, sendo que a mesma foi febre nos anos 80.

Dois anos depois, eu com 13 anos, já no caminho do amor pelo cinema. Aluguei Trainspotting.
Assisti numa madrugada de sábado, fiquei com nojo, com medo e dei risada. Tudo junto.


Baseado em livro do Irvine Welsh, conta a vida de amigos vivendo loucamente na Escócia. Drogas, sexo, música. Basicamente isso. Mas tudo dá errado.
Engraçado ver o Ewan McGregor novinho, no começo da carreira, com um sotaque pesadão. Mesmo quem entende inglês tem dificuldades para ver esse filme sem legendas.

Algum tempo depois eu assisti Réquiem para um Sonho.
Talvez esse seja um dos filmes que eu menos gosto dentro dessa temática. Não me perguntem o porquê. Simplesmente não gosto muito.


Mas uma coisa esse filme é: impactante.
Para mim é um Irreversível ao contrário (oi?). Tudo começa engraçado, esperançoso e aos poucos a agonia vai tomando conta de você. Tem um dos finais mais absurdos e medonhos que eu já vi na vida.
E vale lembrar que a "mãe" que aparece no filme é a mesma senhora que interpretou a mãe da Regan em O Exorcista.
Darren Aronofsky estava mostrando a que veio. 

Nordkraft é um filme mais desconhecido do grande público, mas eu o considero muito bom.
Três pessoas tem suas vidas cruzadas por causa das drogas. E como sempre, tudo dá errado.


Já me disseram que é uma cópia de Réquiem para um Sonho. Pode até ser, mas eu gosto bastante.
E a fotografia é LINDA!

Na época dos fotologs eu tinha um em que eu postava um filme por dia. A "troca" de filmes era grande e numa dessas me indicaram London. Por sorte estava passando no Cinemax e eu pude assistir. 



Um rapaz descobre que sua ex namorada vai embora da cidade. Então ele resolve invadir a festa de despedida. E ele leva seu traficante.
O filme se passa basicamente dentro do banheiro dessa festa, com várias pessoas cheirando loucamente.
É extremamente claustrofóbico e parado. Do jeito que eu gosto.
Recomendo para quem gosta de diálogos nonsense e existencialistas.

E para fechar...aquele que talvez seja meu preferido: Spun.


Primeiro de tudo: eu AMO o elenco desse filme! Mickey Rourke, Jason Schwartzman, Brittany Murphy, John Leguizano, Mena Suvari e Deborah Harry (sim, ela mesma, do Blondie). 


O diretor é Jonas Åkerlund. De nome, talvez poucas pessoas conheçam, mas ele tocou bateria no primeiro cd do Bathory. Depois, ficou conhecido por ter dirigido o clip de Ray of Light, da Madonna. Carreira eclética, eu diria.
Mas falando do filme, é sobre drogas, com drogados, com traficantes e tudo acontece MUITO rápido.
Altamente recomendado.

Claro que esqueci de alguns filmes. Não quis colocar outros. Mas sintam-se a vontade para comentar a respeito daqueles que não citei aqui.

E a título de esclarecimento, eu não sou a favor nem contra as drogas, cada um faz o que quiser de sua vida, apenas citei aqui filmes que eu curto. Ponto.