Gosto bastante de filmes ditos subversivos. Basta dar uma olhada nos arquivos do blog, há vários posts sobre intitulados "Elogio ao mau gosto". Gosto de coisas pouco convencionais, mas também acho que há limite para tudo.
Nos anos 70 tivemos um boom desse tipo de filme: "Thriller", "Pink Flamingos", "120 Dias de Sodoma" e outros tantos. Claro que muita coisa era absurda, mas se pensarmos na época, faz sentido. Cada um tinha sua crítica e até mesmo quando queriam apenas chocar, conseguiam. Mas e em 2011? O que é absurdo hoje em dia? Nenhuma cena de sexo seria novidade, nem de tortura e muito menos de "escatologia". Muitos diretores/roteiristas sabem bem disso e resolvem apelar.
Eu já tinha ouvido falar do tal "A Serbian Film", mas nunca dei atenção. Até que começaram a pipocar notícias sobre a proibição da exibição do mesmo aqui no Brasil. Muitos amigos me falaram mal dele, mas resolvi dar uma chance. Posso dizer claramente que perdi tempo.
Um ex ator pornô é convidado a atuar num filme de "arte", aceita sem saber no que está se metendo e aí seus problemas começam. Até aí parece bacana, mas não há nada além de cenas mal feitas que querem chocar e não chegam a lugar algum. Como eu disse acima, alguns diretores apelam, e foi o caso aqui. Há uma diferença enorme entre a subversão e a falta de bom senso. Em "A Serbian Film" quiseram fazer críticas, mas utilizaram dos recursos errados. Utilizar cenas de pedofilia NÃO é ser subversivo, é apenas estar desesperado para chamar atenção. De fato, conseguiu, mas não ganharam nada além do desprezo de boa parte do público.
Não sou moralista, longe disso, apenas não admito que certas coisas sejam mostradas como forma de "arte" ou "crítica".

