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terça-feira, 18 de outubro de 2011

In my skin

Eu adoro aquelas listas de filmes "mais tensos, mais perturbadores, mais violentos" e assim por diante. Cheguei a falar um pouco de uma dessas listas aqui e aqui. "Dans me peau" (Em minha pele) é um que está em praticamente todas que eu encontro por aí. Sim, é um filme bastante doentio, mas ele tem algo de diferente. 


A diretora e também roteirista, Marina de Van, intepreta Esther, uma mulher que sobre um pequeno acidente, machuca a perna e não percebe o tamanho do corte. Ela precisa tomar pontos e partir daí começa a obsessão com a sua própria pele. 


Aqui não é um caso de "apenas para chocar". Marina de Van consegue mostrar claramente como Esther vai enlouquecendo aos poucos, de forma doentia e assustadora. O clima de tensão é crescente e você não consegue desgrudar da tela nas cenas de auto mutilação, apesar de grotescas. Parece clichê, mas há uma certa "beleza estranha". Não é um filme que vá mudar sua vida e nem é um dos mais bizarros que eu já vi, mas vale a pena assistir.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

You, me, this whole nation is a victim.

Gosto bastante de filmes ditos subversivos. Basta dar uma olhada nos arquivos do blog, há vários posts sobre intitulados "Elogio ao mau gosto". Gosto de coisas pouco convencionais, mas também acho que há limite para tudo.

Nos anos 70 tivemos um boom desse tipo de filme: "Thriller", "Pink Flamingos", "120 Dias de Sodoma" e outros tantos. Claro que muita coisa era absurda, mas se pensarmos na época, faz sentido. Cada um tinha sua crítica e até mesmo quando queriam apenas chocar, conseguiam. Mas e em 2011? O que é absurdo hoje em dia? Nenhuma cena de sexo seria novidade, nem de tortura e muito menos de "escatologia". Muitos diretores/roteiristas sabem bem disso e resolvem apelar. 


Eu já tinha ouvido falar do tal "A Serbian Film", mas nunca dei atenção. Até que começaram a pipocar notícias sobre a proibição da exibição do mesmo aqui no Brasil. Muitos amigos me falaram mal dele, mas resolvi dar uma chance. Posso dizer claramente que perdi tempo.

Um ex ator pornô é convidado a atuar num filme de "arte", aceita sem saber no que está se metendo e aí seus problemas começam. Até aí parece bacana, mas não há nada além de cenas mal feitas que querem chocar e não chegam a lugar algum. Como eu disse acima, alguns diretores apelam, e foi o caso aqui. Há uma diferença enorme entre a subversão e a falta de bom senso. Em "A Serbian Film" quiseram fazer críticas, mas utilizaram dos recursos errados. Utilizar cenas de pedofilia NÃO é ser subversivo, é apenas estar desesperado para chamar atenção. De fato, conseguiu, mas não ganharam nada além do desprezo de boa parte do público.



Não sou moralista, longe disso, apenas não admito que certas coisas sejam mostradas como forma de "arte" ou "crítica". 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jason is the hangman's name

Uma pequena homenagem para o dia de hoje. :)


E a trilha sonora...


Beware take care
It's Friday the 13th