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terça-feira, 8 de março de 2011

Do you think there's such a thing as evil?

Como eu disse no post anterior, eu tenho um verdadeiro pavor de remakes. Claro que às vezes boas coisas são feitas, como um tipo de homenagem. Mas qual o porquê de fazer um remake de um filme lançado há 2 anos? Só porque ele não é hollywoodiano?

Quem acompanha esse blog (ou meu pessoal) há pelo menos uns 2 meses sabe do meu amor pelo filme Deixa ela Entrar. Dirigido pelo sueco Tomas Alfredson (e baseado no livro de John Ajvide Lindqvist) teve sua estréia em 2008. Menos de um ano depois, foi anunciado seu remake, Deixe-me Entrar. 


Em minha opinião, esse é o melhor filme de vampiros dos últimos anos. Tudo nele é perfeito, desde as atuações, passando pela trilha sonora, até a fotografia. O clima de inocência misturado com violência extrema  tem todo um charme que seu remake não conseguiu nem de perto alcançar.


Aqui pergunto novamente: para que fazer remake de filme tão recente? 
Deixa ela Entrar foi um enorme sucesso e Hollywood quis embarcar nesse sucesso. E não adianta, filme europeu tem um "clima" diferente que os americanos não conseguem imitar. Seja pela língua, pelos cenários, não sei dizer, mas é diferente. Nem sempre é melhor, mas aqui é.

Já falei desse filme aqui e aqui.

Mas como eu disse no começo do post, alguns casos dão certo. Isso aconteceu com I Spit on Your Grave.


O original foi lançado em 1978 e causou grande comoção no público. Com o título de A Vingança de Jennifer, ele nos conta a história de uma escritora que resolve ir para uma casa isolada para terminar seu livro. Pouco depois, ela é violentada por moradores da cidade e é dada como morta, mas nesse meio tempo ela estava se recuperando e planejando sua vingança. 
Falei rapidamente dele aqui. 


O remake saiu ano passado com o nome de Doce Vingança. Seu enredo é o mesmo até a parte da vingança propriamente dita. Aqui, as coisas são bem mais violentas e Jennifer é ainda mais doentia. Em tempos de cenas repetitivas e chatas, temos algo realmente violento e que tem sentido de estar ali. Não é apenas um apanhado de cenas violentas para chocar. 
Não direi que é melhor que o original, pois aquele filme marcou uma época, mas esse não fica atrás. Seria ótimo se todos os remakes fossem feitos nesses moldes. 

Mais algum remake que tenha valido a pena? :)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Suck it, bitch!

Existem vários filmes de vingança por aí, mas vários MESMO. Entre as décadas de 60 e 80 o tema foi bastante explorado em diversos gêneros do cinema. 
Há pouco tempo, Tarantino nos presenteou com Kill Bill, que reuniu influências desses grandes filmes.
Separei 3 dos que considero uns dos mais importantes nessa temática.

Produzido em 1978, I Spit on Your Grave nos traz Jennifer que aluga uma casa num lugar isolado para escrever um livro. Mas os habitantes da cidadezinha não são tão hospitaleiros assim. Ela é estuprada, torturada e resolve se vingar.


Esse filme foi considerado ridículo, violento e outros tantos adjetivos. Obviamente que ele é meio forçado, mas essa é uma característica clara dos filmes dos anos 70.
Jennifer realmente consegue se vingar das formas mais geniais que eu já vi na vida.


Hollywood já lançou um remake. Não preciso dizer o quanto isso me entristece. :(

4 anos antes de I Spit on Your Grave, a Suécia nos trouxe Thriller - A Cruel Picture. 


Christina Lindberg interpreta uma jovem que é sequestrada ainda jovem e forçada a se prostituir. A viciam em drogas e arrancam um de seus olhos.
Algum tempo depois, ela se vinga. De forma bastante cruel.


Como já citado, nos anos 70 os filmes eram bem forçados. Aqui temos várias cenas de sexo explícito que não acrescentam nada ao contexto, mas que estão ali para chocar.
E uma curiosidade um tanto quanto mórbida. Foi usado um cadáver de verdade para a cena em que o olho de Lindberg é arrancado. Dizem que o corpo era de uma moça que havia cometido suicídio.

E para fechar, um filme um pouco mais moderno: Baise Moi. No português extremamente claro: Foda-me.


Nadine e Manu são duas mulheres que se encontram e percebem ideiais em comum. Saem matando os homens que aparecem em seus caminhos. Repito o que está escrito no IMDB: Sexo e Violência. Melhor descrição.

 
As duas atrizes do filme são atrizes pornôs profissionais.
Karen Lancaume, que interpretou Nadine se suicidou com uma overdose de remédios. :(

E para fechar, uma imagem que encontrei no google por acaso, mas que descreve bem o que eu disse no início do texto. Em breve, texto mais detalhado a respeito. :)