sexta-feira, 13 de maio de 2011

Jason is the hangman's name

Uma pequena homenagem para o dia de hoje. :)


E a trilha sonora...


Beware take care
It's Friday the 13th


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nature is Satan's church.

Sei que estou completamente sumida daqui do blog, mas antes tarde do que nunca. :)

Recentemente, meu amigo Rennan me convidou para escrever no blog Quintal dos Fundos, idealizado por ele e pela Beatriz. Aceitei na hora e já fiz alguns posts. 
Ontem escrevi uma pequena nota a respeito de Melancholia, novo filme de Lars von Trier. Fiquei pensando nos filmes dele que já vi e já estou baixando aqueles que faltam. Resolvi então postar alguma coisa a respeito aqui. 

Ondas do Destino


Já aqui, Trier nos deu um gostinho de como suas mulheres seriam sofredoras. Em Ondas do Destino, a esposa de um homem paraplégico faz sexo com outros homens, pois ele gosta de ouvir as histórias depois. 
Doentio, doloroso e insano. Um dos mais impactantes do diretor. 



A relação de Trier e Björk foi extremamente conturbada durante as gravações desse filme, como pode ser visto no documentário Os 100 Olhos de Lars von Trier. Mas o resultado ficou fantástico.
Mais uma mulher que sofre em extremos, injustiçada e sem final feliz.



Comprei esse filme em VHS. Eram duas fitas e no começo da primeira eu estava morrendo de tédio. Eu não estava acostumada com esse tipo de filme, sem cenários, sem efeitos...apenas atuações. Depois de certo tempo, eu nem percebi que a fita tinha acabado, tamanha a minha atenção. 
Nicole Kidman está sensacional neste filme. E talvez seja o meu preferido da carreira dele. 



Continuação de Dogville. Apesar dos ótimos atores, não convenceu. :/



Seu filme mais polêmico. Com ele não teve meio termo, ou você adora ou você odeia.
Eu adorei e não sei explicar o motivo. Ele incomoda e toca em assuntos nada comuns.

Adora é só aguentar a ansiedade pela estréia de Melancholia



Agora minha pergunta: o que vocês acham de Trier? Percebi que o nome dele sempre rende umas discussões ótimas. 

domingo, 3 de abril de 2011

Words create lies. Pain can be trusted.

Como eu disse no post anterior, seguem alguns comentários sobre os demais filmes que já vi da lista.

Calvaire (2004)


Só um comentário: a dancinha doente.
Foi um daqueles filmes que eu não sabia se ficava escandalizada, com medo ou se ria.

Audition (1999)


Foi dirigido por Takashi Miike. Isso já nos prepara para o que virá.
O começo é muito arrastado e você tem vontade de parar o filme, até que as coisas realmente começam a acontecer.
Doentio em níveis máximos.

O Albergue I e II (2005/2007)


O primeiro filme realmente foi bem impactante, fazia tempo que não aparecia um filme com torturas tão grotescas. E mesmo assim caiu no gosto do público.
As cenas são fortes e o enredo é bem amarrado, mas não traz nada de novo para aqueles que gostam desse tipo de filme. E a sequência foi bem desnecessária...

Begotten (1990)


Os fãs que me perdoem, mas eu acho esse filme um saco.
Ok que é surrealista e blá blá, mas eu acho muito forçado e sem nada de novo.

The Poughkeepsie Tapes (2007)


Mais um desses filmes no estilo documentário. Mas não é apenas "mais um", esse realmente assusta.
A temática de serial killer já foi bastante explorada, de diversas formas, mas aqui impressiona demais. A crueldade é absurda, bem como a inteligência.
Algumas cenas ficam na sua cabeça por semanas...

Assim que eu assistir aos demais filmes volto aqui para escrever a respeito. :)

quinta-feira, 31 de março de 2011

They bear all the sins of the earth.

Domingo eu estava lendo sobre o filme The Poughkeepsie Tapes no IMDb e me deparei com essa lista. Adoro listas de filmes: melhores filmes de terror, curiosidades sobre x filme e etc. Essa foi uma das mais legais, visto que traz filmes que eu adoro. Alguns deles eu já cheguei a postar aqui. Seguem links para os mesmos:

Do resto da lista, já vi Calvaire, Audution, O Albergue 1 e 2, Begotten e The Poughkeepsie Tapes (em breve escreverei sobre eles). Os demais devo ver ao longo deste mês e depois volto aqui para escrever a respeito. 


A respeito da lista, apena um comentário: Martyrs tinha que ser o primeiro!
Não me canso de dizer que esse foi o filme mais "pesado" que eu já vi na vida, e diversas pessoas tem essa mesma opinião. É um clássico, mas um daqueles que pretendo nunca mais assistir. Não por ser ruim, mas por ser tão indigesto que se torna impossível assistir sem ficar com uma sensação ruim.
Filme bom é assim, não?

Mais alguma indicação de filme nesta linha que ainda não tenha sido postado no blog?

domingo, 27 de março de 2011

My Best Friend's Birthday

Hoje é aniversário do Quentin Tarantino, então resolvi fazer essa pequena homenagem com algumas fotos interessantes. :)

Com o elenco de Pulp Fiction


Com Brad Pitt.


Com sua eterna musa: Uma Thurman


Com Diane Kruger


Com Danny Trejo e Robert Rodriguez.


Feliz Aniversário, Tarantino. :)


Let me tell you what 'Like a Virgin' is about. It's all about a girl who digs a guy with a big dick. The entire song. It's a metaphor for big dicks. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pretty in a casket

Quando você acha que já viu de tudo nessa internet, você encontra o Find a Grave
Como diz o nome, esse site mostra os túmulos de diversos artistas. Separei alguns dos mais interessantes. :)

Theda Bara


Musidora



Maila Nurmi (Vampira)


Bela Lugosi


Boris Karloff


Vincent Price 


Tura Satana

quarta-feira, 23 de março de 2011

O que você vê?" - "Minha mãe. mas ela parece não enxergar que eu estou lá"

Mais um texto da Jana. :)



Lake mungo (2008) é um filme australiano que passou batido pela maioria dos fãs dos estilos terror/horror/terror psicologico no Brasil.
Eu tive a sorte de seguir um tumblr cujo tema é filmes do naipe (seguido de fotos) e me interessar pela imagem que vi, pois se dependesse dos cinemas brasileiros eu não teria acabado de assisti-lo nesse momento.
Aproveitando então, que essas informações estão "frescas" gostaria de falar sobre ele.
Lake Mungo é um obra de ficção em formato de documentário que nos deixa com a nítida sensação de que tudo ali foi real. Ele toca em um assunto muito discutido na mídia: a existência - ou não - de espíritos.
Alice Palmer é uma menina de 16 anos e com a vida aparentemente normal, esse "aparentemente" que escrevi foi proposital já que no "andar da carruagem" descobrimos que a vida dela não é tão ordinária assim.
Ela e a família vão passar um dia na represa e Alice desaparece. Obviamente é encontrada morta depois e os fatos se desencadeiam a partir daí.
Bem, qualquer coisa que eu disser após isso poderá ser considerado spoiler, e como eu não sou estraga prazeres de ninguém, recomendo que vejam o filme.
O melhor de tudo: sem medo de sustos. Aqueles tipicamente feitos para que você dê um pulo da cadeira e o coração quase saia pela boca.
Lake Mungo não pode ser enquadrado, ao meu ver, nenhuma das classificações que citei acima.
Eu o vi como um drama, apesar do clima super tenso e o formato documentário darem ares de veracidade para quaisquer fotos, vídeos ou pistas contidos.
O que se vê, na maioria do tempo, é o sofrimento de uma família e as mil maneiras que eles arrumam de lidar (ou não) com essa ausência dilacerante e dolorida.
Alice se mostra enfim mais do que poderia em vida.
Seus pais e irmão chegam ao limite com o decorrer do tempo.
Discute-se a veracidade dos fatos, pede-se explicações mas em Lake Mungo o inevitável faz juz ao maior dos medos humanos: a morte.

Careful Maggie, your claws are showing

Mais uma grande estrela do cinema se vai. :(





Gata em Teto de Zinco Quente é um dos meus filmes preferidos.

RIP Elizabeth Taylor. :(

terça-feira, 15 de março de 2011

The only person standing in your way is you.

Darren Aronofsky é sem dúvida alguma um dos diretores mais criativos da atualidade. Seus filmes, recheados de simbolismos, nos trazem temas completamente diferentes dos que estamos acostumados a ver.
Com Cisne Negro, seu nome caiu na mídia e muito se falou dele, bem e mal. Resolvi falar um pouco de cada um de seus filmes, que ainda são poucos, mas já demonstram qualidades que muitos diretores ainda buscam.

Seu primeiro filme foi Pi, de 1998.



Um matemático fica paranóico tentando descobrir um certo número que explicaria diversas coisas.
Vi esse filme há muito tempo, me lembro pouco do enredo, mas ficou aquela sensação de claustrofobia. Preciso revê-lo o quanto antes.


Dois anos depois, veio Réquiem para um Sonho.


Com esse filme, Aronofsky caiu de uma vez no gosto do público. Com atores renomados como Jared Leto, Jennifer Connelly e Ellen Bursty (para quem não sabe, ela fez a mãe de Regan em O Exorcista), o diretor nos leva diretamente para o mundo das drogas, quaisquer que sejam elas. 
Trabalhando com cenas rápidas, em closes, Aronofsky novamente nos coloca num cenário claustrofóbico e sem final feliz. Um dos filmes mais desesperançosos que eu já vi. 

Em 2006, veio Fonte da Vida, filme mais "místico" do diretor.


Esse não é o tipo de filme que mais me agrada, mas não deixa de ser bom.

Aqui, os simbolismos de Aronofsky estão mais presentes do que nunca. E o tema da redenção foi mais explorado do que em qualquer outro de seus filmes.
Como sempre, a atuação de Rachel Weisz está perfeita!


Aí veio aquele que talvez seja um dos melhores filmes que eu já vi na minha vida: O Lutador.


Como eu disse aqui, esse filme marcou o retorno triunfal de Mickey Rourke.
Não há um enredo claro, somos convidados a acompanhar o dia a dia de Randy, seus fracassos e sua vontade de voltar para os ringues. 
Os diálogos são ótimos e a atuação de Rourke é uma das mais legais, ela se encaixa perfeitamente com o que o papel exige. 
Perfeição é pouco para descrever.

Chegamos então ao polêmico Cisne Negro


As pessoas resolveram pegar no pé de Aronofsky por causa desse filme. Clichê ou não, é diferente, fugiu do convencional babaca que ronda os filmes atuais.
Li tanta baboseira sobre possíveis referências a incesto, satanismo e outras idiotices do tipo, que chegou a irritar. Aronofsky usa sim muito simbolismo, mas não precisamos ultrapassar os limites do bom senso em nossas interpretações. 
Natalie Portman mereceu e muito esse Oscar de melhor atriz. 

Segundo o IMDb, ele está com dois novos filmes, Machine Man e The Wolverine. Aguardo ansiosamente por ambos. 

I just want to tell you, I'm the one who was supposed to take care of everything. I'm the one who was supposed to make everything okay for everybody. It just didn't work out like that. And I left. I left you. You never did anything wrong. I used to try to forget about you. I used to try to pretend that you didn't exist, but I can't. You're my girl. You're my little girl. And now, I'm an old broken down piece of meat... and I'm alone. And I deserve to be all alone. I just don't want you to hate me. 

quarta-feira, 9 de março de 2011

Triologia da Era Glacial

Semana passada postei aqui um pequeno texto sobre o Haneke.
Hoje convidei minha amiga Jana para falar da Triologia da Era Glacial. :)


Michael Haneke é um diretor que “caiu no meu colo” quase que literalmente.

Frequento já faz um tempo o fórum Making Off, onde sempre leio/baixo/semeio filmes – digamos – mais difíceis de serem achados. Além de, é claro, ler opiniões de gente que entende muito mais de cinema que eu.
Foi em uma dessas que me deparei com o diretor. Primeiramente com uma crítica de Funny Games (1997) e também pelo lançamento recente de A Fita Branca (2009), que rendeu a Haneke um Oscar de melhor filme estrangeiro.

Filmografia e prêmios à parte, o que mais me chamou atenção foi a Trilogia da Era Glacial (também chamada de Trilogia da Alienação). São três filmes que tratam basicamente da incomunicabilidade que mata.
No primeiro, Der Siebente Kontinent (O Sétimo Continente - 1989), o foco é uma família aparentemente centrada e bem formada, mas que em suas bases está doente. Haneke nos coloca dentro da casa dessas pessoas... tomadas longas, evita o foco dos rostos, acabamos por reconhecer as personagens pelas vozes. A cena do jantar é uma espécie de prelúdio do que irá por vir. São pessoas comuns em situações de solidão extrema, prestes a explodirem para o mundo ou implodirem em si mesmas. É catastrófico o quão ordinárias são as pessoas (levando ao lugar-comum da identificação com nós mesmos) e como se dá a decisão de mudar os rumos de uma existência “sem vida”.


Benny’s Video (1992) trata da mesmíssima incomunicabilidade, porém com o uso da violência gratuita. O filme discorre a partir do momento em que Benny vê/grava um vídeo onde um porco é morto por uma arma de pressão. A frieza, a distância, a solidão das personagens principais dos filmes da trilogia leva sempre a situações extremadas e a reações nada comumente humanas.  Benny resolve de uma maneira banal, experimentar a sensação de matar alguém da mesma maneira e, depois de feito, age com uma normalidade que chega a nos assustar.


Por fim, o mais “quebrado” deles (como diz o título), 71 Fragmente einer Chronologie des Zufalls (71 Fragmentos de uma cronologia ao acaso – 1994). São as mortes, seguidas pelo suicídio do autor desses assassinatos tratadas de maneira fragmentada, ou seja, os “pedaços” das histórias das pessoas (ou o que as levaram até o local) acompanhados também dos momentos tensos que levaram o homem a cometer o crime e matar-se em seguida.


Todos os seres humanos retratados são, de alguma forma, solitários e não tem suas necessidades supridas. Não são ouvidos, são “mais um na multidão” e tentam traçar outra rota a partir do choque da morte como meio de “mudança”. Inclusive, em O Sétimo Continente, a forma usada pela família para dar significado para a morte é justamente uma “viagem”, para Austrália.
São filmes com temática doente e que me fizeram pensar nessa solidão patológica em que vivemos hoje. Em todos esses filmes o que se vê (e sente) é justamente a morte banalizada: seja por suicídio, assassinato ou apenas para “ver como é” matar alguém.
Michael Haneke, depois dessa trilogia, virou meu diretor favorito por conseguir traduzir sentimentos diversos que levam ao extremo essa faceta mais obscura e paradoxal do ser humano: a frieza e a dor, somadas.


Obrigada, Jana, pelo ótimo texto!